Organizações não-governamentais reivindicam suspensão de projeto
Por Luciana Zacarias
Discussões em torno da construção de um Sistema de Disposição Oceânica do Jaguaribe (SDO) marcam a oitava edição do Grito da Água, na tarde desta quinta, dia 27 de março, no Centro de Salvador. O projeto, inicialmente orçado em R$ 160 milhões, prevê a construção de um segundo emissário submarino, na Praia do Corsário, na Boca do Rio, sob um sistema de Parceria Público Privada (PPP) entre a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) e a Odebrecht.
O emissário causa polêmica agora porque seu licenciamento foi antecipado de 2014 para esse ano. Conforme o secretário geral do Sindae (Sindicato dos Trabalhadores em Água e Esgoto da Bahia), Pedro Romildo, o projeto é desnecessário e o dinheiro poderia ser utilizado em obras de saneamento básico - cerca de 25% da população soteropolitana não tem acesso ao sistema atual - e à recuperação de mananciais de água, muitos deles hoje degradados.
O evento, conhecido como Grito da Água, visa chamar a atenção da sociedade para questões ambientais e estimular a geração de políticas públicas no setor. “É um protesto em defesa da vida e da qualidade da água”, explica o coordenador geral do grupo ecológico Germen, José Augusto Saraiva.
O ambientalista critica o uso de água tratada pela Embasa nas descargas de sanitários e defende a preservação de fontes e chafarizes, como memória da cidade. Já o cidadão Roberto Sérgio Silva, 52 anos, queixa-se dos gastos no tratamento da água que é usada pelos lava-jatos, "jogada fora". “Além de termos uma água escassa, é de má-qualidade”, reclama a coordenadora do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Norma Batista. Ela defende medidas de reaproveitamento e ressalta a importância em conscientizar a população para economia da água.
O emissário causa polêmica agora porque seu licenciamento foi antecipado de 2014 para esse ano. Conforme o secretário geral do Sindae (Sindicato dos Trabalhadores em Água e Esgoto da Bahia), Pedro Romildo, o projeto é desnecessário e o dinheiro poderia ser utilizado em obras de saneamento básico - cerca de 25% da população soteropolitana não tem acesso ao sistema atual - e à recuperação de mananciais de água, muitos deles hoje degradados.
O evento, conhecido como Grito da Água, visa chamar a atenção da sociedade para questões ambientais e estimular a geração de políticas públicas no setor. “É um protesto em defesa da vida e da qualidade da água”, explica o coordenador geral do grupo ecológico Germen, José Augusto Saraiva.
O ambientalista critica o uso de água tratada pela Embasa nas descargas de sanitários e defende a preservação de fontes e chafarizes, como memória da cidade. Já o cidadão Roberto Sérgio Silva, 52 anos, queixa-se dos gastos no tratamento da água que é usada pelos lava-jatos, "jogada fora". “Além de termos uma água escassa, é de má-qualidade”, reclama a coordenadora do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Norma Batista. Ela defende medidas de reaproveitamento e ressalta a importância em conscientizar a população para economia da água.
Esta é uma iniciativa do Sindae-BA, filiado à Central Única dos Trabalhadores, de entidades ligadas ao Movimento em Defesa da Água e outras organizações sociais. O início do protesto desta quinta foi retardado de duas horas, devido a uma intervenção da Superintendência de Engenharia de Tráfego (SET) para impedir o uso de trio elétrico (ver texto na Aban).
Fonte: ABAN
Fotos: Luciana Zacarias

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